Muitas ofertas

por Digo Souto em 22 de abril de 2010 às 6:56 pm

Achei o anúncio abaixo uma maneira bem criativa de comprar um rodapé e interagir com a página inteira do jornal. Essa solução de brincar com os tijolinhos como se fosse uma página do google foi para vender um site de ofertas com a promessa de muitas opções.



Hooooooomes

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Agência: Filadelfia - Belo Horizonte



Diretor de Criação: Dan Zecchinelli



Diretor de Arte: Ricardo Matos



Redator: Leandro Neves

Comentários desativados

O título sumiu

por Digo Souto em 16 de abril de 2010 às 4:23 pm

Essa não é só para os redatores mas para todos os amantes da propaganda criativa. Reproduzo abaixo o belíssimo texto de André Kassu.


O título sumiu


Esse não é um texto saudosista. Não cabem aqui lembranças de um velho tempo. É simplesmente uma constatação. O título anda sumido, escanteado, não globalizado, talvez. Eu não sei quanto a vocês, mas um bom título é sempre mágico de ler. O comentário roubado, aquilo que você jura já ter pensado, mas não foi capaz de traduzir. Curtos, em dois tempos, três tempos até. Os raciocínios inteligentes que mais parecem conceitos de tão bem pensados. E por que não, a maldade, a observação precisa das mazelas humanas?


Mais uma vez, não existe aqui uma tentativa de negar os novos tempos. É só uma homenagem, resgate que seja, de uma grande arte: o título. Eu sei, todo mundo quer pensar no viral de um milhão de views, na escada rolante “moonwalk” que desce em marcha a ré tocando Billie Jean. É natural. Mas a existência de um não deveria matar o outro. O gorila da Cadbury não enterra o Michael Jordan 1×0 Isaac Newton. Assim, como nem a mais brilhante das ações pode ser considerada superior aos títulos e textos do Neil Ferreira (ou alguém duvida que a morte do orelhão é uma ação genial?).


O título é tão injustiçado que quando ele é bom e o layout é ruim, ele morre. Mas quando ele é mais ou menos e a direção de arte é bonita, ele se perpetua. Pobre coitado. Fadado a não depender nem de si mesmo. De ser chamado em pedidos de “vamos evitar aquelas gracinhas ou piadinhas”. De ser confundido com dizeres. De ser constantemente substituído pelo seu primo abaixo, o subtítulo.


O fato é que nas revistas e nos anuários, o título tem andado de lado. E é injusto. Fazer título é exercitar a arte da síntese. É mais do que nunca, saber cortar palavras. Tanta coisa genial já foi escrita que cada detalhe faz a diferença. Páginas e páginas de títulos esquentam a mão, nos fazem pensar na importância de vírgulas, pontos e pausas.


Já ouvi gente que, para menosprezar o título, diz: eu penso visualmente. Ou, eu penso no conceito como o todo. Ou, eu penso global. E aí temos uma infinidade de anúncios com o logo  pequeno no canto direito, uma imagem e um conceito com interrogação. Tudo bem. Você pode não ser um tituleiro nato, mas por favor, saber escrever é básico. Ou deveria ser. Eu tenho visto pastas de redatores com muita intimidade com ações e pouca com as palavras. Gente que certamente tem  dificuldade para escrever um texto cabine de rádio (e sim, esses jobs existem).


Eu sei que gosto de título. E gosto do texto. Cada palavra escrita pelo Fábio Fernandes (leia os diálogos dos filmes e veja se tem alguma coisa ao acaso por ali. Releia o texto da crise), o olho atento do Eugenio Mohallem, a fina ironia do Wilson Mateos, a mistura de loucura, ódio e formulinha zero do Edu Lima. A maldade angelical do Roberto Pereira, a inteligência e emoção do Olivetto, tudo do já mencionado Neil e a nostalgia que me bate ao ler o texto do Pelourinho do Nizan. O “experimente ser magra” do Peralta, “a história de um homem feliz” do Luiz Toledo e o Renato Simões que escreve muito antes de existir a categoria técnica do anuário. Escrever não deveria ser uma preocupação dos redatores, apenas. “Você bebe e não ganha nada” foi criado pelo Marcello Serpa. E matou legiões de redatores de inveja. Sem falar no André Laurentino, que saiu da direção de arte para a redação, escreveu livro e o melhor texto sobre filho único que eu já li.


O título me faz uma falta que o twitter não preenche. Ainda que o twitter prove que as palavras continuam importantes.  Os tais 140 caracteres viraram o refúgio dos tituleiros, como disse o Rodolfo Sampaio. Só que tudo vira briefing e a disputa é pelo RT.  E são tantos títulos a todo instante, que o critério e a magia se perdem.


Pode parecer antigo ou fora de moda. Pode não ser o jeito mais fácil de ganhar Leão ou fazer sucesso nos comentários anônimos. Mas um bom título é e continuará sendo sempre excelente propaganda.


Por André Kassu, redator da AlmapBBDO

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Sergio Padovani | Pintura

por Andre Belaggio em 16 de abril de 2010 às 4:03 pm

Maravilhoso e tenso. www.sergiopadovani.it


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Anúncio impresso em parafina

por Digo Souto em 15 de abril de 2010 às 1:09 pm

A Loducca.MPM criou anuncio impresso em 100% de parafina que estará na Revista Fluir desse mês. A ideia é para divulgar a série limitada do novo Peugeot Quiksilver 207. O mais maneiro disso tudo é a ideia ter sido viabilizada. Parabéns não só aos criativos, mas ao atendimento que convenceu e ao cliente que acreditou.


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Passeata de Formigas | Baygon

por André Öberg em 14 de abril de 2010 às 2:32 pm

Genial e do caralho essa ação feita pro Baygon pelo pessoal da Giavanni São Paulo. Achei uma das melhores coisas que vi em propaganda esse ano aqui no Brasil. Detalhe, é tudo de verdade.


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7 dicas para o profissional de marketing obter sucesso com sua propaganda

por Digo Souto em 12 de abril de 2010 às 7:11 pm

- Ao escolher a agência que irá atendê-lo, certifique-se da qualidade do trabalho da mesma e, após decidir, confie. Deixe a agência fazer seu trabalho. Nada melhor do que cada profissional exercendo sua função;


- Acredite, diretores de arte são profissionais que estudaram exaustivamente as lições sobre cores, tipografia, diagramação e ainda passam boa parte do seu tempo se atualizando com boas referências. Isso tudo faz dele o profissional mais indicado para resolver o layout das peças. Lembre-se do vídeo da placa de stop. Se ainda não viu, assista.


- Compete ao seu cargo discordar de um texto publicitário. Até mesmo o de questionar o argumento apresentado. Quando isso acontecer, deixe claro os pontos que precisam ser melhorados. Mas jamais diga ao redator as palavras que ele deve usar. É o trabalho desse profissional chegar à melhor formulação, e não o seu.


- Evite refações desnecessárias. Nada mais chato do que o retrabalho. A própria palavra já explica, é trabalho dobrado. Os amadores em marketing têm dado pouco tempo para sua agência criar e o dobro de tempo para as refações. Não é justo que outra pessoa pague pela sua indecisão. Para isso, certifique-se de brifar corretamente sua agência, deixando o caminho a seguir o mais claro possível. Caso não esteja decidido ainda, não brife. O que começa mal dificilmente se acertará durante o processo e é um forte candidato ao fracasso. Cuidado! Não cometa o pecado de não levar essa etapa do processo a sério.


- Desconfie da agência que não sabe lhe dizer não. Principalmente do atendimento que sempre faz o que você pede. É o trabalho desse profissional lhe mostrar com argumentos o caminho mais indicado a seguir. Aqueles que concordam com tudo que o cliente quer e executa sem antes pensar na razão de cada pedido estão exercendo o cargo de secretária do cliente. A relação mais saudável entre cliente e a agência sempre será a de parceria. Aliás, isso funciona para qualquer relação. O pesadelo acontece quando essa relação vira submissão. Uma agência submissa não segura bons profissionais, o ambiente se torna insuportável e provavelmente sua conta estará sendo atendida por robôs.


- Quando uma agência apresenta uma solução para o problema que você apontou no briefing, cabe a você aprovar ou reprovar. Se julgar a solução apresentada fora de suas expectativas, reprove na hora. O que você não deve fazer é tentar solucionar por conta própria. Lembre-se, esse não é o seu trabalho e, para isso, você tem uma agência inteira à sua disposição. É importante reforçar essa parte, pois os amadores esquecem disso e subestimam suas agências. Esses paraquedistas do marketing não precisam de agência, apenas de um mouse.


- Por último, você percebeu que o título deste artigo trata de dicas para o sucesso? Os amadores adoram uma dica, ainda mais separadas por tópicos, acreditando estar diante do caminho mais fácil para atingir o sucesso. Porém, nessa área, o bom profissional sabe que não existe um livro de receitas. O que existe é muito trabalho, parceria e confiança. Portanto, nada melhor do que a história para provar que as ideias mais incríveis e revolucionárias nasceram ousadas. Grandes ideias tiveram pessoas que acreditaram nelas para se tornarem inovadoras, originais e mudarem os paradigmas na comunicação. Você, profissional de marketing ou futuro profissional, é essencial para o sucesso de uma campanha. Incentive sua agência. Escute os profissionais que se dedicam para o melhor resultado da sua comunicação. Para finalizar, aguce seu talento em reconhecer uma grande ideia para deixá-la crescer e levá-lo ao sucesso.

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Conta de 73.000 | Bar Aurora

por André Öberg em 12 de abril de 2010 às 10:59 am

Ação da Ogilvy Brasil para contar de forma inovadora e genial, o já bastante conhecido “Se beber não dirija”. Sensacional.


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Nike | Earl and Tiger Woods

por André Öberg em 9 de abril de 2010 às 3:03 pm

Achei muito legal a solução da Nike para contornar os problemas com os escandalos do golfista Tiger Woods. A maioria dos patrocinadores simplesmente romperia o contrato, mas essa solução foi mutio mais interessante e inteligente. Me pergunto como seria a versão tupiniquim. Será que teriamos o Adriano levando da mãe umas palmadas na bunda


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Carlos Meira portfolio

por Digo Souto em 9 de abril de 2010 às 12:37 am

Carlos Meira atuou muito tempo como designer e diretor de arte em agências de propaganda. Nos últimos anos abraçou a ilustração e, principalmente, a escultura em papel. Acho o trabalho dele excelente e uma referência indispensável. Além disso, tenho alguns amigos diretores de arte que ainda estão na dúvida se caem para ilustração, studio, 3d, etc. Como exemplo do Meira, uma hora a paixão fala mais alto e aí você decide mas, com certeza, seu tempo como diretor de arte também contribui para o refinamento de seu trabalho. Veja mais no blogspot do artista.



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Magomed Dovjenko | Design + Ilustração

por Andre Belaggio em 8 de abril de 2010 às 5:03 pm

Design e Ilustrador, o russo Magomed Dovjenko possui trabalhos refinados e modernos. Agora o mais interessante que clicando em PROFILE na parte superior do site, logo depois em FRIENDS,

você encontra um pacotão de links, com designers, ilustradores, etc. O mais legal é que é só trabalho moderno e bem feito. Essa vale com certeza a visita.

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